quarta-feira, 28 de junho de 2023

ETIOLOGIA DA HISTERIA E DOS IMPULSOS (RASCUNHO L, M E N)

 

4.1 RASCUNHO L: NOTAS I

Esse rascunho trata basicamente do tema da histeria. Segundo Freud, para se tratar da histeria, é necessário o médico conseguir regressar, juntamente com o paciente, às cenas primevas que deram origem ao transtorno, ainda que por meio das fantasias que foram criadas para dificultar o acesso ao inconsciente e à memória recalcada. As fantasias servem para, além de proteger o aparelho psíquico, aprimorar as lembranças e sublimá-las, ou provocar prazer com essas lembranças originalmente angustiantes. Alguns dos exemplos de fantasias apresentadas por Freud são: com empregadas, recorrentemente tidos por mulheres que as consideram como pessoas de baixo padrão moral, sem valor e sexualmente ligadas com o pai ou o irmão da família; com cogumelos embrulhar, pois a palavra alemã para cogumelos (Schwämme) também significa esponja e está associada com métodos contraceptivos da época, assim como embrulhar e camisinha; com dores, no sentido de que há a repetição intencional da dor ao se bater a genitália contra uma quina ou um móvel, provocando a sensação de prazer e de dor ao mesmo tempo; e às doenças, nos casos dos pacientes que desejam estar doentes.



4.2 RASCUNHO M: NOTAS II

Na sequência do tema sobre a histeria, considera-se que algumas cenas são diretamente acessíveis e outras apenas por intermédio das fantasias. Segundo Freud (1895, p. 300), “as cenas recalcadas são organizadas por ordem crescente de resistência: as que foram recalcadas com menos energia vêm à luz primeiro, porém só incompletamente, devido à sua associação com as que foram duramente recalcadas”. Como esse processo de recalque pode se dar mais de uma vez, principalmente se novas informações se ligam à lembrança recalcada, há uma espécie de fluxo contínuo, repetitivo e renovador, com distorções e fragmentações da informação, que perde a temporalidade e o contexto à medida que é reeditada no inconsciente, conforme o desenho a seguir:


Na histeria, as fantasias são independentes e contraditórias, e se dá pelo deslocamento das associações; na paranoia, as fantasias são sistematizadas e em perfeita harmonia, e as associações se dão por um deslocamento causal. Já na neurose obsessiva, os sintomas derivam das próprias fantasias, como ocorre com as fobias, e a associação se dá por um deslocamento por semelhança (no lugar e no tempo).

4.3 RASCUNHO N: NOTAS III

Na sequência das notas, Freud (1895) discute a importância dos impulsos hostis contra os pais na formação das neuroses, como um elemento integrante a elas e que é recalcado quando há a compaixão por esses pais, em períodos de doença ou morte. Além disso, Freud discute se os impulsos poderiam derivar das fantasias, associa a arte às fantasias e aos sintomas como a satisfação direta dos desejos.


cronologia das neuroses

 Carta 52


Material de estudo psicanalítico de estudos vitalícios para o psicanalísta, estudante, aspirante ou amante da psicanálise.











  • Histeria 
  • Neurose obsessiva 
  • paranóia 
  • perversão 






Nessa carta, o autor segue discutindo sobre os mecanismos de defesa. Segundo o autor, nossas lembranças são, de tempos em tempos, rearranjadas segundo novas circunstâncias e novas experiências: “assim, o que há de essencialmente novo a respeito de minha teoria é a tese de que a memória não se faz presente de uma só vez, mas se desdobra em vários tempos; que ela é registrada em diferentes espécies de indicações” (Freud, 1895-6, p. 281).





carta 52 freud

 


Pcp significa percepção; I-pcp significa indicação da percepção; Ics é o inconsciente; Pcs é o pré-consciente e Cs é a consciência. Esse primeiro indicativo sobre a formação do sistema psíquico será mais bem trabalhado nos textos “Projeto para uma Psicologia Científica”, também de 1895, e no Rascunho “Uma nota sobre o bloco mágico”, no qual Freud faz um paralelo entre esse brinquedo tão popular na época e o sistema psíquico.

Na descrição sobre como funciona o aparelho psíquico, portanto, podemos compreender que as percepções nos cercam a todo momento, e que cada pessoa pode ter uma compreensão ou indicação da percepção diferente, de acordo com sua genética e experiência prévia. A informação captada é processada então no subconsciente e encaminhada ao inconsciente, recalcada quando trouxer algum tipo de conflito ou sofrimento para o indivíduo. Quando não há nenhum sentimento de conflito envolvido, essa lembrança, imagem, som ou cheiro apreendido retornam à consciência e ficam gravados, podendo se conectar a outras informações (anteriores ou posteriores). Dessa forma, as informações apreendidas são permanentemente reeditadas e reelaboradas, pois a construção das mesmas passa por um constante processo de reconstrução e revisão.


A informação recalcada pode passar por um processo normal de defesa ou patológico. Quando se torna patológico, significa que ele se associou a uma memória que estava no Ics por não ter sido processada, já que provocava demasiado sentimento de conflito ou sofrimento. Além disso, quanto mais vezes essa lembrança recalcada retorna à Cs, ainda que modificada, mais o aparelho psíquico irá se esforçar por reprimi-la novamente ou modificá-la. No entanto, no caso dos eventos sexuais, há uma diferença:

O que determina a defesa patológica (recalcamento), portanto, é a natureza sexual do evento e sua ocorrência numa fase anterior. Nem todas as experiências sexuais produzem desprazer; a maioria delas produz prazer. Assim, a maioria delas está ligada a um prazer não passível de inibição. O prazer não passível de inibição dessa espécie constitui uma compulsão. Chegamos, pois, à seguinte formulação. Quando uma experiência sexual é recordada numa fase diferente, a liberação de prazer é acompanhada por uma compulsão e a liberação de desprazer é acompanhada pelo recalcamento.

Freud, ao estabelecer novamente como os transtornos se encaixam na cronologia de desenvolvimento humano, traz a seguinte formulação:









Assim, para o autor, há 3 grupos de psiconeuroses: histeria, neurose obsessiva e paranoia, sendo que a primeira experiência de recalque só ocorre após os 4 anos de idade, e na perversão (que para Freud já é considerada dentro de um outro grupo; posteriormente, ele traça como sendo 3 grupos psíquicos a neurose, a psicose e a perversão).







obs: aula 3 tema 3 carta 52 
























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sábado, 17 de junho de 2023

Método psicanalítico de Freud - aula clínica em Freud (un)

 Aprimorando através da hipnose no divã , depois passa ultilizar somente o diva e a associacão livre com a terapia da fala.


Deslocamento do sintoma após remissão de um sintoma recalcado , Freud se da conta que o deslocamento do sintoma precisa de um escape e descarrega - lo em algum tipo de formato 


Sonhos e interpretação contextual sem ser um método com regras fixas , e o histórico do paciente e evolução do tratamento , fazendo a divisão0 do psiquico com organico.


As paralisias organicos seguem a logica do corpo ja as paralisias histericas seguem a logica da representação , quantoaior o desprazer maior a resistência , ytrabalhar na clínica o tratamento da resistencia pra intervir em uma situacao de acordo co om preparo do paciente .



Análise e o momento do paciente e ele conseguir entra e contato com os traumas infantis, sem crisr resistencia nem evoluç˜so dos sintomas, o objetivo e compreender o trauma orginal do paciente que se desenvolve com a terapia ao longo da associacao livre da infancia do paciente sem uma cronologia , e as psico neuroses de defesa podem fugir entre 4 e 8 anos . 



Sem estabelecer quando o problema surge porem tem tracos de qdo probema surge , o organico segue existindo , e pra praticar a clinica psicanlitica e  observavel ter conhecimento bsssico de um pouco de entendimento fisiolgico e saber atraves da anamnese onicial o historico vital do paciente em relacao a saude , sao informacaoes relevantes , e nunca se perder issso com inicio do tratamento de um paciente .

sobre a construção do metodo

Metodo catartico como rofiliatico

quinta-feira, 15 de junho de 2023

neuropsicanálise

 A neuropsicanálise é uma área de estudo que busca integrar os conhecimentos da neurociência com os princípios da psicanálise, proporcionando uma compreensão mais abrangente dos processos mentais e do comportamento humano. Ela surge como uma tentativa de combinar os aspectos biológicos e psicológicos da mente, explorando as interações complexas entre o cérebro e a mente.

A abordagem neuropsicanalítica baseia-se na premissa de que os fenômenos mentais podem ser compreendidos a partir da interação entre as estruturas cerebrais e os processos psicológicos inconscientes. Ela procura investigar como as experiências emocionais, os mecanismos de defesa e os conteúdos inconscientes podem estar relacionados às atividades cerebrais e aos sistemas neurobiológicos.

Ao integrar a psicanálise com a neurociência, a neuropsicanálise busca ir além da compreensão puramente psicológica dos processos mentais, levando em consideração os aspectos biológicos e neurológicos subjacentes. Essa abordagem permite uma visão mais completa do funcionamento da mente humana, considerando tanto os aspectos conscientes quanto os inconscientes.

Na neuropsicanálise, são utilizadas técnicas e metodologias da neurociência, como a ressonância magnética funcional (fMRI), a eletroencefalografia (EEG) e a estimulação cerebral não invasiva, juntamente com conceitos e teorias psicanalíticas, como o inconsciente, a transferência e a interpretação dos sonhos. Essa combinação de métodos permite uma análise mais precisa das bases biológicas dos processos mentais e das manifestações psicológicas.

A neuropsicanálise tem sido aplicada em diversas áreas, como psicopatologia, psicoterapia e estudos sobre os processos criativos. Ela busca ampliar a compreensão dos transtornos mentais, investigando as alterações neurobiológicas associadas a essas condições e como elas se relacionam com os conflitos e as dinâmicas psicológicas. Além disso, a neuropsicanálise pode fornecer insights sobre os processos terapêuticos, auxiliando na compreensão dos mecanismos de mudança e adaptação.

É importante ressaltar que a neuropsicanálise ainda é uma área em desenvolvimento e que existem diferentes abordagens e perspectivas dentro desse campo. A integração entre a neurociência e a psicanálise é complexa e desafiadora, e muitos debates estão em curso sobre as melhores maneiras de unir essas duas disciplinas.

Em resumo, a neuropsicanálise é uma área interdisciplinar que busca integrar os conhecimentos da neurociência com os princípios da psicanálise. Ela oferece uma abordagem ampliada da compreensão dos processos mentais e do comportamento humano, levando em consideração tanto os aspectos biológicos quanto os psicológicos. Através dessa integração, espera-se obter uma visão mais completa e aprofundada do funcionamento da mente humana.

sábado, 10 de junho de 2023

Psico farnacologia em neuropsicanálise

Neuropsicologia e a farmacologia são áreas que abordam substâncias, seus efeitos e formas de ação. Além disso, existem diferentes formatos de apresentação dos medicamentos, bem como efeitos terapêuticos e diferenças entre droga, fármaco, medicamento e remédio. Um medicamento é composto por diversas substâncias, enquanto o remédio atua nas substâncias químicas do cérebro, sendo terapêutico de forma neurológica. Outras terapias são consideradas remédios, pois liberam substâncias neurais no cérebro, contribuindo positivamente para o tratamento. Por outro lado, drogas de abuso, como a cocaína, são ilícitas e trazem malefícios e dependência química. As formas farmacêuticas se referem aos diferentes formatos de apresentação dos medicamentos, como líquidos, comprimidos e semissólidos (cremes, pomadas, géis). A nomenclatura dos psicotrópicos na farmacologia pode ser baseada no nome comercial ou no princípio ativo. Um medicamento pode ter um nome comercial específico, enquanto um medicamento genérico se refere apenas ao princípio ativo. Pode haver diversas marcas para um mesmo princípio ativo. Um medicamento de referência é semelhante aos medicamentos similares. A patente permite que uma substância seja descoberta e lançada no mercado, mas quando a patente vence, podem surgir medicamentos genéricos com a mesma substância, porém com marcas diferentes. Esses genéricos geralmente têm preços mais acessíveis em relação ao medicamento de referência. Os genéricos foram introduzidos no Brasil em 1999 com o objetivo de tornar os medicamentos mais acessíveis para todas as classes sociais, assim como já ocorria em outros países. Além disso, proporcionam opções para pessoas de baixa renda conseguirem manter um tratamento e terem acesso aos medicamentos. Os testes são sempre realizados com medicamentos de referência. Todos os medicamentos passam por testes de qualidade e são comparados aos medicamentos de referência. Embora isso possa gerar receio, o neuropsicólogo precisa conhecer a substância em si, não a marca. Por outro lado, farmacêuticos e outros profissionais precisam estar familiarizados com nomes e marcas, pois precisam ser intercambiáveis. A medicina é praticada com base em evidências para evitar que as pessoas sejam enganadas ou caiam em golpes. É importante consultar fontes científicas sérias. Para que algo se torne uma evidência robusta, é necessário realizar o máximo de testes clínicos para validação, a fim de proteger o paciente de qualquer situação indesejável. Reações adversas podem ocorrer com doses mais altas ou no início do tratamento, o que pode prejudicar o paciente de forma tóxica, inclusive no ambiente de trabalho. As interações medicamentosas podem ocorrer entre medicamentos, alimentos e outras substâncias, causando desconforto e interferindo no tratamento do paciente. A prescrição de psicofármacos requer sempre uma receita médica. Embora existam medicamentos que não necessitam de prescrição em diversas áreas, os psicotrópicos sempre exigem receita médica. Além disso, alguns possuem prescrição de duas vias, como a sertralina, por exemplo, e outros têm orientações específicas, como os de tarja preta que requerem a receita azul. A neurotransmissão ocorre na fenda sináptica, onde há transmissão de um neurônio para outro. A célula pré-sináptica e pós-sináptica estão envolvidas nesse processo. O receptor pré-sináptico nem sempre se liga ao receptor pós-sináptico, pois este pode estar saturado. Além disso, existem receptores na própria célula pós-sináptica. O comportamento dos neurônios é influenciado pelo contexto e os transportadores de neurotransmissores possibilitam a ligação entre as células pré e pós-sinápticas. O organismo é capaz de reciclar os neurotransmissores, armazená-los ou reutilizá-los. Os benzodiazepínicos, como diazepam, alprazolam, clonazepam e bromazepam, são exemplos desse tipo de medicamento. Ao mencionar o Rivotril, estamos nos referindo à marca do clonazepam. É importante conhecer o tipo de ação e os efeitos adversos dos medicamentos para avaliar o estado do paciente. Os antidepressivos incluem os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como o Lexapro (escitalopram), e outros tipos de antidepressivos. Os anticonvulsivantes e estabilizadores de humor, como Depakene, lamotrigina, entre outros, também são usados para tratamentos específicos. Todos os medicamentos são efetivos como forma de tratamento, mas devem ser utilizados apenas sob prescrição de um profissional qualificado e autorizado.

Não se importar com a opinião alheia

  Não se importar com a opinião alheia é uma habilidade psicológica que pode ser treinada. Ela envolve três grandes áreas: autoestima, auto...